terça-feira, 14 de outubro de 2008

domingo, 12 de outubro de 2008

FLORESCER

-

(...)
seu rosto me vem.

não, não tenho
receio de dizer-lhe.

presente em
um vaso de flores.

poemas [não] são
meros acasos.

oh sim!
seguir-lhe
o exemplo

(...)

e de tudo
hoje me rendeu
[tudo] isso.

--

terça-feira, 7 de outubro de 2008

POEMAS EM POMARES - 2ª fôrma

---

Que fizeram com a vida?
O que eu fiz?

Sei de todas as respostas
Que surgem como bolhas de ar
Num copo enchido com água

Elas são muitas
Se confundem em cores
Formas e tamanhos

Não. Não não.
Sei muito..
Muito pouco.
Mas minto,
Finjo;
Mesmo sabendo e sentindo
Que aqui dentro arde
E é verdade.

O que foi que fiz?

descubra[se].

---

Lua cheia.
Coração bate sozinho.
Um som ao vento
E você.

Muitas histórias
Por toda a vida

Descubra[se].

17.08.08

---

Há tempos
E se houver (...)
Mais algumas (...)
Palavras (...)

De certo (...) ia.

Que fizeram?
O que eu fiz?
O que irei então
Fazer pelo presente?

Obrigada pela vida
Minha vida.

29.09.08

---

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

IN-SIDE

.

morri.
vivi de novo.
acordei pensando
no que tenho pra fazer.

***

inspirada
a aspirar
o melhor
de tudo.

.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

MINGUANTE

..

Poema escrito no dia 13 de junho de 2008, num dia de Lua Cheia.

.

Como se pode tanto
Querer ver
Querer falar

As palavras
Surgem ao vento
E quando escrevo

Estupidamente
Humildemente
Desconhecidamente

Quando escrevo
É com você que me encontro

Os poemas de amor
(...)
E eles me ajudam
A sentir

Oh sim
Coincide
Sempre

É Lua Cheia
Cheia de encanto
Forte pelo Sol

E tão rápido
Tão fulgás
Como uma mosca

Oras
Já dizia Maiakovski
E que mosca me mordeu
Han?

E não
Não quereis
Mais
Ser assim
Não quereis, pois
Estar assim
Sinto-me bem
Por escrever

Sua imagem me surge
Vagamente
Num poema de amor
E, escrevendo
Encontro você

Não há rima
Não há norma
Somente sentimentos

Ora assombroso
Ora medroso
Ora envelhecido
Ora sedento

Ora pois
Que se quer
Compreender
O que se sente

E por que não?
Han?

O que se quer?
Quem se quer?

E escrevendo
Sinto-me a desenhar
Palavras de seu [...]
Palavras de meu coração

Meu bem
Me chame de rosa
Diga que sou pra sempre
E me ame

Meu amor
Aqui esteja
Como a Lua...
E o Sol.

.

OS DISPOSTOS...

.

Ana, o céu e o mar... É hora. Porque é hora de sentir. É hora de ser e estar. Senhoras, senhores. Tal como foi dito, senhoras, senhores, a mão no chão? Ponham a mão... No coração. Tão difícil quanto a realidade diária, é ver a poesia simples de tudo o que há no dia-a-dia, como um prato de arroz e feijão. Ora, pois, o que é mais sentimental? Ana e o mar, carregados de sentimentos que superam todo o infinito. Pois, ora, o que se sabe fazer? Os olhos se enchem de explosões e todos os sentimentos se misturam nas vontades, nos desejos, nos anseios, numa verdadeira descarga elétrica. Não há o mas, o embora, o porém, nem o no entanto. Não, não há. E por que não se apaixona, então, o mar pela lagoa? Apaixonado, ele, está por uma menina? Sim, apaixonado. Completamente apaixonado. Ao não se conter nessa infinita vontade de querer o tudo, apaixona-se. Todas as palavras, todos os sons e todas as imagens que se fazem numa grandiosa magia. O homem não é uma ilha. Não é um em um milhão. É uma ilha. É uma unidade. Como? ora, então como o faz, sendo os dois em seu tempo simultâneo? Em um aspecto, não é uma ilha isolada por ter o infinito grandioso dentro de si. Não é um em um milhão porque absorve um de cada um. É uma ilha, com todos os seus átomos, e todas as suas células. Cada um é um, com todos em um só. E eu? Eu sinto a falta. Como um próprio nome próprio. E por quê? Não, já se sabe o quanto que não há verdade que consiga empreender. Aqui tudo se quer, ora porém, ora [muito] embora fosse o amai-vos. E agora sim, no fim, exímio fim, belo e incerto. Todas as vidas. Tudo se quer. Tudo consiste [em si].
Viva em mim.
..
Notas:
1. O Teatro Mágico
2 e 3. (...)
.

ENTRE PARÊNTESES E DESPARÊNTESES

...


Para os períodos de estiagem:


Entre parênteses e desparênteses, é bem certo que esses dias estão nos fazendo sofrer mais... Poderíamos até analisar a famosa "estupidez daqueles os quais chamamos de humanos.... que por acaso pertencem à nossa mesma classe, gênero, ordem e família"... Queimadas, destruição... morte. É o mínimo que se pode dizer para caracterizar o estado em que nos encontramos... Até meio semestre passado, o Rio Madeira (e que faço questão de escrever com letra maiúscula) estava lindo... Ora estava verde, ora estava azul.... Simples e humilde era o Rio Madeira... estava deslumbrante... Posso dizer também que a Lua (que também me proponho a escrever com letra maiúscula) estava exuberante. Em sua formosa atuação, mostrava-se esplêndida ao anoitecer... E posso falar do pôr-do-sol de Porto Velho... Tão radiante quanto o mar (que por sinal não há por estas bandas daqui)... Tão ilustre quanto o céu que o apanhava... Posso dizer que o pôr-do-sol continua - estranhamente - bonito... mas me dói ainda reconhecer... Tudo se queimou... Virou fumaça e sonho... Até que a chuva volte a banhar este reino... Todos aqueles respeitosos seres que aqui vivem irão sofrer: enfisema pulmonar, amigdalite, gripe, dengue?, fever, dor, sono, angústia, sofrimento... Enfim. Minha garganta está seca... Minha respiração está seca... Minha tosse está seca... E tento sobreviver neste infermo chamado Porto Velho. Neste inferno chamado Rondônia. Neste inferno chamado.... Amazônia. Clamemos! Clamemos por água! Rezemos por chuva! Que soem as tempestades estrondosas por estas terras! Dêem ar puro para pobres trabalhadores! Dêem vida e respiração para as crianças! Dêem amor à vida! Dêem amor à floresta! Dêem amor ao homem! Como já disse Renato Russo, precisamos amar as pessoas, pois o amanhã... como está indo... certamente estará comprometido... O tempo voa... Passamos o dia inteiro correndo contra nosso próprio tempo para conseguirmos nosso próprio pão... E esquecemos que ao nosso lado.... no computador ao lado do seu... há alguém.... E quando você olha no relógio..... As horas passam... E o trabalho continua, e a vida continua.... Vida? Mas que vida? Vida esta em que todos estão dentro de um ônibus (que também contribui para a fumaça), mas todos se encaram como se todos fossem bandidos? Eu... eu sim... Eu tento... sim... me esforço... procuro me esforçar... Tento dar bom dia ao motorista... tento dar bom dia ao cobrador.... Sim... Que eles tenham um bom dia... Pois a vida deles passa diante de suas vistas e eles nem percebem, pois estão [trabalhando] o dia inteiro... a vida inteira.... sim... A vida passa.... quando você menos percebe... A vida passou... Passaram-se não cinco, mas trinta anos de sua existência e o que você fez? (pausa para respirar..) Trabalhou... Trabalhou tanto que se esqueceu de viver... E esqueceu dos seus próximos.... daqueles que já se foram... dos rios... da floresta... das crianças.... A propósito... Criança rima com... Esperança... isso mesmo... Não estou fazendo apologia ao absurdo que se passa na manipuladora Rede Globo chamado Criança Esperança... Mais uma injustiça de nossas vidas... Mas sim... A vida... Ahhh como eu tenho esperança neste mundo! Ahhh... Como eu acredito nas crianças e a elas eu confio o futuro! Você pode até me achar louca... Mas eu acredito... Jamais irei perder a Esperança... Quanto às florestas... O inferno continua... Sei que tudo tem um fim... mas se eu começar... poderei dar uma mudada neste fim... Ainda continuarei a orar por chuva... Urgentemente... Água!


...

domingo, 8 de junho de 2008

COMO O SOL

...

Como o Sol
Que não pede licença
Para brihar

Como o Sol
Que se rende
Por completo
Pela chegada do luar

O Sol
Não pergunta para o dia
O quanto deve brilhar
Nem ao menos se pode fazê-lo

Simplesmente o faz.

O Sol
Que deve brilhar para sempre
Como um farol e com um brilho eterno

Até que se faça
Entre o Sol e a Lua
O amor.

E mesmo assim
Ainda brilha


(...)





notas:

* Maiakovski
* Venus - Odisséia

quarta-feira, 28 de maio de 2008

SÓ DE SACANAGEM!

..

Bom, ainda meio sem saber como começar esse post e pensando em tudo o que eu gostaria de escrever aqui hoje.

Do final de semana retrasado pra cá, todos os meus dias têm sido infinitamente significativos.

Mas hoje não irei me estender até pelo tempo que precisarei para dedicar às tarefas que precisam ser concluídas (e que nesse exato momento exigirão grande esforço de minha parte).

Aquilo que falei há algum tempo: auto-aprimoramento diário a cada momento da vida; a cada segundo que passa.

Aquilo que decidi há algumas semanas: colocar tudo em prática.

Aquilo que determinei: serei honesta; em todos os aspectos; em todas as relações.


Pois bem pensando nisso, e lendo há pouco um e-mail sobre tomar decisões retratando um texto do renomado escritor Ruy Barbosa, lembrei-me de algo que escutei em um show da Ana Carolina e Seu Jorge (dueto perfeito que me causa grande catarse ao ouvi-los), retratando algo que a atriz Elisa Lucinda disse certa vez (e após trazendo nosso bom e velho Tom Zé); penso ser conveniente trazer aqui. Aí vai:

(...)

'De tanto ver as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes na mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter a vergonha de ser honesto'

Ruy

(...)

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: "Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!".


Elisa Lucinda

..

Independentemente do que ocorra, por mais utópico que isso pareça e por mais que já saibamos... Ainda depende de nós mesmo. Por mais clichê que aparente... Mas é... Cada individuo possui uma grande missão e responsabilidade por tudo e por onde vive, além, em primeiro lugar, de por si mesmo.

Utópico? Então pense... Se todos passassem de fato a fazer tudo aquilo, de maneira correta mesmo, tudo aquilo que vemos nos programas tais como da Ana Maria Braga, nos livros de auto-ajuda e bons costumes, nos programas das Nações Unidas, no Estatuto dos Direitos Humanos, no que é visto em organizações não-governamentais (como a Soka Gakkai por exemplo), nos objetivos para o novo milênio, nos dez mandamentos... ah, enfim... imaginem se todos, pelo menos a graande maioria... Se todos começassem a fazer exatamente o que é proposto?

É.


Ontem assisti ao jornal e vi algo sobre o sistema carcerário no Brasil. Um rapaz ficou durante seis anos e alguns meses em regime fechado dentro da prisão sem receber julgamento. O que seria isso? E também, falaram sobre "a volta da CPMF"... E ainda não param de falar sobre a pequena Isabella que faleceu brutalmente.

Mesmo assim.

Fui assaltada há pouco mais de uma semana. Me levaram tudo. Todas as coisas importantes e todos os meus sonhos.

Por um momento, senti como se tivessem me apagado do mapa. Entre sentimentos e mistura de pensamentos (bons e ruins), venho, dia após dia, procurando me levantar. Não conseguirei mudar o sistema de segurança. Não conseguirei mudar a criminalidade. Não conseguirei mudar o sistema carcerário.

Mas tenho tarefas a cumprir. Tenho sonhos a alcançar. Eles saíram de dentro de mim, mas ainda estão aqui. E cumprindo aquilo que devo cumprir, irei estar contribuindo. Justamente. Contribuindo para mudar o final.

Pois bem.


E só de sacanagem. Decidi ser honesta. Ainda mais honesta.


E acreditar mais ainda na vida. E no universo.

..


Também assisti a uma pequena reportagem sobre o grande pianista de Jazz norte-americano, Herbie Hercock, que está em uma turnê no Brasil para a realização de três shows.

Me inspirou profundamente. Ele também tem um mestre.


Segundo ele, o jazz será o maior estilo musical do mundo. E ele fala com tanto sentimento, que consegui sentir seu próprio coração tanto na entrevista, quanto nas suas imagens em palco.

Quero corresponder da mesma forma.

..


Chegará o dia em que o humanismo será predominante na sociedade.

O dia em que os meios de comunicações veicularão notícias boas. Notícias alegres. Vitórias e grandes acontecimentos. Comunicarão grandes conquistas da humanidade. Dos seres humanos.


PS: acabei estendendo-me e escrevi grande parte daquilo que eu queria escrever.


...

domingo, 11 de maio de 2008

POEMAS EM POMARES

..

Poemas que escrevi no ano passado.

Infelizmente (ou felizmente) só nos inspiramos em momentos cruciais.

Espero que tenham prestado.

:)

Cheiro.

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já faz algum tempo
desde que escrevi
aquele que se perdeu
em tempo e espaço
sim, eu poderia
(...) facilmente.
mas não.
não é assim.
como pode
o tempo enlouquecer
e eu enlouquecer o tempo
como pode
eu querer a vida
e para ela não dar tanto
quanto eu quisesse
como pode
eu pensar ser possível
em meio a tantos outros pensamentos
eu sei
não rima
diante da minha eterna confusão
mesmo com uma consciência
aparentemente não
não quero ser assim
quero o mais
daqui que eu puder
sim, eu o quero
mas quero
de tal forma
que não seja por querer confuso?
não.
sensato? tampouco.
mesmo sem entender o fim
procurando um meio
de entender os meios
os olhos brilham
e o coração bate
calma, calma.
ainda há tempo.
enlouquecido por aqueles
que o enlouquecem
mas há.
(...)
ah! a vida.
lembre-se de jamais esquecer a vida.
e viva.
mesmo sem saber
ando por caminhos tortos
vivendo por entre os dedos
pensando estar nos pés do chão
(...)

---

conflito.
em querer amar
sem se entender
aquilo que se sente.
a vida.
então por que não a vive?
e por quê?
por quanto?
por quem?
por onde?
dúvida.
que vem do conflito?
não, acho que não tem que ser assim.
claro!
não se deve ser assim.
de certo;
um anjo daqueles
que por caminhos
mal tortos
resolveu andar
e disse-me;
certa vez;
que de outro anjo
queria cuidar.
e chamou-o de anjo.
mesmo que anjo
não fosse.
talvez.
aquilo que costuma chamar
por aí
de amor
fosse ser entendido
como tal.
não.
incontáveis e insondáveis sentimentos.
por quererem explodir
explodir até acabar
e o que não se sabe?
e o que se quer?
tanto.
tanto que de forma banal
tal como já foi dito
não se sabe quem se é.
mas...
pra quê?
pra quê??
será que é então
esse tal anjo
o qual foi descoberto
ingênuo e impossível?
mas que se mostra
tudo que se é possível querer?
sim? não;
não se sabe
não se conhece
não se faz
só se quer
e se sonha...
porque o quer
não. não é fato. é ilusão.
mas não se pode.
ansiando;
pela vida.
segue.
porque se garantiu
que se podia ser feliz.
e ainda assim
sem saber
ou entender
o peito pulsa
querendo gritar
porque de vida que é pra se viver.
e querê-lo
porque ele o quis.
não é mau.
não é pecado.
mas por quê?
por quê?
por que
não se aliar ao tempo?
não.
acalma.
acalma o sangue.
e concentra o que se sente.

---

a noite hoje
está em festa
a cidade vibra
o povo sorri
eu também.
também estou feliz
vibrando com a cidade
feliz?
sim, feliz.
feliz porque te vi.
mesmo sem tê-lo
seu abraço
hoje me fez mais feliz
deixando o dia
[e a noite]
também feliz
as pessoas cantam
e as estrelas ressurgem
sim.
porque você
tomou conta
dos meus
pensamentos.
porque quando vejo a vida girando
é em você
que penso.
vamos brindar
a vida.
a cidade.

...